Soy Loco por Ti, América

Cuba, que linda és Cuba!

Por Aldi Nestor.
A notícia que chega de Cuba é que o país se prepara para garantir vacina gratuita aos latinos americanos, no primeiro trimestre de 2021, preferencialmente àqueles dos países mais pobres, que não terão como comprar a vacina.

É uma notícia, obviamente, assustadora, dilacerante e que deixa a humanidade engasgada, perplexa, sem saber como reagir. Como assim, com o mundo inteiro se preparando para uma orgia financeira dos laboratórios privados, para um orgasmo da bolsa de valores, vem Cuba sugerir dar de graça?

De onde saiu Cuba pra contrariar a lei basilar do modo de produção capitalista, que transforma tudo em mercadoria: gente, sabonete, vacina; que submete toda e qualquer produção à tarefa de gerar lucro antes e acima de qualquer outra coisa?

Quem Cuba pensa que é?

Essa lógica de anunciar gratuidade é quase um acinte, um murro no nariz de quem só respira a teoria do valor, é uma decepção pras escolas, pras igrejas, pras universidades, pras famílias e fere de morte a saúde mercadoria, os planos espúrios e mortais de saúde, a proposta de saúde seletiva que não tem nenhum pudor de deixar os mais pobres morrerem à míngua.

Cuba, com esse gesto, sinaliza pra um mundo em que as coisas sejam produzidas para atenderem as necessidades humanas, que as pessoas não sejam meio e sim, fim; que a vida humana tenha valor e sentido.

Cuba segue, apesar das infinitas dificuldades, sendo essa espécie de insônia para todo e qualquer império ; e é um choque de esperança ou de enigma para essa parte da América, tão secularmente espoliada, trucidada, vilipendiada.

Avante, Cuba!

Beijos!
Cuba também tem outras duas vacinas candidatas, Mambisa e Abdala, a cargo do Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia. A ilha é o único país da América Latina que está desenvolvendo vacinas próprias contra a covid-19.

https://operamundi.uol.com.br/coronavirus/67773/vacina-cubana-soberana-contra-covid-19-tera-testes-de-fase-3-em-outros-paises

Boa tarde. E agora Maria ou José?

 

Fonte: Opera Mundi

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