Cidade Praia Grande

Artistas de Praia Grande realizam abaixo-assinado por repasse imediato dos recursos da Lei Aldir Blanc pela prefeitura

Por Rogério Ramos

O Movimento Cultural de Praia Grande, Frente Ampla pela Cultura da Baixada Santista, público e amigos dos trabalhadores e trabalhadoras da cultura de Praia Grande, realizam abaixo-assinado e tornam pública a real situação que vem ocorrendo com a classe artística da cidade quanto ao repasse da verba destinada pelo governo federal a artistas de todo o Brasil.

Em agosto de 2020 com a aprovação da Lei Aldir Blanc e a liberação da verba de 3 bilhões de reais, que foi enviada aos estados e municípios para que gerissem o dinheiro e repassassem da melhor maneira possível aos espaços culturais, artistas, trabalhadores e trabalhadoras da Cultura.

Desde então o diálogo entre as prefeituras e os artistas de cada cidade pôderiam ser um indicativo de como seriam repassados essa verba.

 

Atraso no repasse

Na Baixada Santista, todas as cidades que receberam suas cotas desta verba já  repassaram ou ainda estão repassando parte do dinheiro da Lei Aldir Blanc aos artistas, menos Praia Grande.

Estivemos conversando com alguns artistas da cidade e integrantes do MCPG que participaram de todo o trâmite burocrático para o recebimento do auxílio e as tentativas de um diálogo frustado.

Confira a seguir alguns relatos.

Todos os editais da Aldir Blanc estavam previstos para ser recebidos até dia 31 de dezembro de 2020, assinamos o contrato somente no dia 18/01/2021 e até então não obtivemos respostas satisfatórias sobre os pagamentos, a classe artística da cidade já passa por muitas dificuldades e precisamos de respostas imediatas e concretas”.  Assim nos relatou Robson Toma, artista de teatro e circo de rua  há mais de 15 anos e morador da cidade de Praia Grande. E completou sua fala dizendo assim: “Dependo totalmente de apresentações contratadas e independentes, onde rodamos praças e afins passando o chapéu. Desde o início tivemos grandes problemas em realizar qualquer tipo de trabalho, passamos por muitas dificuldades e estamos sobrevivendo de campanhas voltadas a classe artística e de cestas básicas.” Finaliza Robson.

Segundo Caio Martinez Pacheco, integrante do MCPG: “É muito triste o desrespeito que esse atraso significa. A Prefeitura da PG, é a única Prefeitura que não teve a capacidade administrativa de honrar o compromisso. Esse processo todo está deixando centenas de trabalhadores da Cultura na cidade em estado total de vulnerabilidade.”

Conversamos também com a malabarista de rua Débora Antonio de Lana, que foi contemplada com dois projetos na lei Aldir Blanc na PG. “Tivemos muitos erros da prefeitura que travaram o processo de homologação dos projetos, além de desinformação e falta de diálogo. Os editais não foram apresentados para a sociedade civil antes da publicação, os termos de homologação tiveram que ser retificados por diversas vezes e agora não temos um prazo específico para receber. Não tivemos acesso à renda emergencial do governo federal, os editais eram nossa última opção e vivemos nessa humilhação de não terem prazos e nem respeitarem nosso trabalho.” assim nos relatou Débora.

Mediante a essas e outras questões como a cobrança de 20% de imposto para um auxilio emergencial foi que o abaixo-assinado está sendo realizado.

Clique aqui para assinar e apoiar está justa causa.

 

 

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