Ergon Cugler

Eles querem que você morra trabalhando – Baixada Santista rumo à Greve Geral (28/04)!

Os trabalhadores e trabalhadoras não aceitarão pagar o pato!

 

Cada vez mais a gestão de Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) se demonstra um fracasso de administração pública. De um lado perde o prazo para o programa Santos Novos tempos, de outro não consegue colocar para funcionar o Hospital dos Estivadores, já inaugurado 4 vezes. Ainda pior, Paulo se nega a dialogar com os servidores públicos que reivindicam apenas ajuste do salário em relação à inflação, mas que receberam um grande “não” acompanhando do 0%.

Infelizmente o descaso aos servidores públicos não existe apenas na cidade de Santos. A gestão do também tucano, Ademário de Barros, em Cubatão começou com o pé errado quando o assunto é diálogo com os servidores municipais. Ao fim do mês de março (28), servidores públicos que se manifestavam contra um pacote de medidas sofreram forte repressão da Polícia Militar, a qual utilizou de bombas de efeito moral para dispersar todos.

Todas estas medidas andam lado a lado de nosso cenário nacional, como se não bastasse empurrarem a terceirização sobre os trabalhadores e trabalhadoras, agora querem que estes realmente morram trabalhando. Contribuir durante 49 anos e se aposentar com, no mínimo, 65 anos parece piada, mas é a triste realidade do ataque aos nossos direitos básicos praticado de forma cada vez mais descarada pelos aliados de Temer.

A Reforma da Previdência, acima de tudo, desconsidera a dupla jornada enfrentada todos os dias pelas mulheres – que cuidam de casa e dos filhos para além de trabalharem fora todos os dias – ou ainda o peso do trabalho rural, que será igualado às regras de aposentadoria, apesar do desgaste físico superior e condições distintas de salubridade.

Os ataques estão vindo de todos os lados, não nos esquecendo que pelo 3º ano consecutivo os professores da rede estadual recebem um grande “não” do Governador Geraldo Alckmin (PSDB) em relação à adequação do salário em relação à inflação.

O momento nos exige unidade de todo povo brasileiro; jovens, estudantes, trabalhadores e trabalhadoras, idosos e todos aqueles e aquelas que desejam que o país saia deste rumo que trilha direto ao abismo. Sejam nossas demandas locais em relação aos servidores públicos municipais, ou às pautas estadual e nacional, precisamos canalizar toda nossa indignação com amplitude na Greve Geral de 28/04.

Devemos construir a greve do dia 28 através da base, dentro de nossas escolas e universidades, assim como em nosso trabalho, família e todos espaços frequentados. É nossa responsabilidade debater cada vez mais com o povo, pois somente este poderá construir um projeto, forjado no desenvolvimento nacional, rumo à soberania e ao progresso para sair da crise política, institucional e econômica que enfrentamos.

Nenhum direito a menos, contra o fim da aposentadoria! Faça parte da construção da greve do dia 28, pois paramos agora para salvar o amanhã.

Aposentadoria fica! Temer sai!

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