Cidade Santos

Gabitopia e Nego Panda homenageiam “Dia do Hip Hop” em Santos

O Dia Municipal do Hip Hop santista é comemorado no dia 13 de maio. Em virtude da quarentena, o evento comemorativo vinha sendo convocado pela internet. Para marcar o dia, Baixada de Fato convidou dois dos expoentes da cena na Baixada Santista, Nego Panda e Gabitopia.

Gabitopia é mãe, artista, produtora cultural, jornalista e ativista do autoconhecimento. Entrou no movimento em 2016, com 28 anos, quando deixou pra trás relacionamentos abusivos e crenças que lhe impediam de colocar na rua seus trabalhos artísticos que já desenvolvia desde adolescente. O Hip Hop mostrou a ela a possibilidade de utilizar a arte e expressão como ferramenta de desenvolvimento, social e pessoal. Ela foi uma das organizadoras da Batalha do Caoz e produziu com o coletivo uma Mixtape de 10 faixas, em 2019. Também faz parte do coletivo da Semana do Hip Hop e da Casa de Cultura, ambos da cidade de Santos e está na equipe de comunicação da Cyber Semana do Hip Hop, uma alternativa ao cancelamento das atividades da Semana de 2020, devido à pandemia.
Atualmente mora em Praia Grande e está produzindo seus próximos lançamentos. Além disso, promove oficinas de autoconhecimento com o lema “quer mudança, comece por você”.


Link do canal : www.youtube.com/Gabitopia

Elton Alexandre conhecido como Nego Panda, é MC, poeta, escritor, capoeirista, ligado a movimentos e cultura negra. Idealizador do coletivo Sarau das Ostras, primeiro Sarau de literatura periférica da baixada, como MC integrou o grupo Ruídos Negros, participando de antologias e deixando registrado o cd “A escolha é Sua”, e participou do cd “O sonho dos guerreiros não morre”, ajudou a fundação da Associação Pra Somar Hip Hop e Arte de Praia Grande , membro da Casa do Poeta Brasileiro de Praia Grande e da ALAPG( Academia de Letras e Artes de Praia Grande), contribuiu para a criação da lei da semana do Hip Hop de Praia Grande, participando da organização das primeiras realizadas. Contribuiu para a primeira Mostra de Literatura Periférica da Baixada em Praia Grande. Foi o articulador cultural para o Hip Hop In Concert, evento de hip hop realizado no PDA( Palácio das Artes) em Praia Grande. Articulador cultural sempre voltado a questões sociais, trabalhou como arte-educador ministrando oficinas de rima, poesia e capoeira para jovens, crianças e adultos em escolas, coletivos, Fundação Casa e faculdades. É o idealizador da editora artesanal Periferia tem Palavra, iniciativa cultural literária de impacto periférico voltada a autores negros/ negras e periféricos dando a oportunidade a novos autores publicarem seus escritos. Organizou e produziu as antologias Gotas de Vinagre vol. 1, 2 e 3, organizou e participou da primeira Antologia do Sarau Itinerante, participou das antologias Poetas do Sarau Suburbano e 2° antologia da Casa do Poeta Brasileiro de PG. Autor de diversos livros e livretos de cordel.

 


Livros do autor:
Poesias de um Mundo Louco,
Assuntos D’versos,
No balanço da Mandinga
Na Cabaça do meu Gunga,
Entre os ritos da Negaça,
O Artesão da palavra

Atualmente está produzindo o livro em comemoração aos 10 anos do Sarau das Ostras.

 

Aos dois artistas, perguntamos:

 

O que o hip hop representa para ti e o que transformou na tua vida?

 

Nego Panda: Para mim o hip hop é luta, foi através do hip hop que iniciei a minha militância, sempre buscando pelo respeito, sempre buscando respeitar a individualidade de cada indivíduo, mas pensando em trabalhar o coletivo. Acredito na cultura hip hop como um elemento transformador, mas desde que você se deixe transformar, é preciso estar aberto a essa transformação, não dá pra ser da cultura hip hop e ser racista, machista, homofóbico, transfóbico, não tem como você participar de uma cultura que fala sobre igualdade, equidade, que fala de direitos, que luta por questões sociais, não respeitando a questão de gênero, desrespeitando os corpos marginalizados. O hip hop é um ato político, não é apenas entretenimento. O hip hop, assim como a arte, tem uma função social.

 

 

Gabitopia: O Hip Hop é uma forma de arte e expressão e também de resgate. Pra mim também é a união de forças para combater sistema opressor, que maltrata e mata todos os dias. Infelizmente não podemos salvar todo mundo, mas cada vez que uma pessoa diz que minha música ou meu posicionamento público a ajuda em sua caminhada, dando força ou inspiração, eu sinto que estou fazendo minha parte. Não conseguiria viver se não fosse pelo coletivo e o Hip Hop me proporciona essa experiência.

 

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