Colunistas Igor Reis

Hoje pensei sobre música

Por Igor Reis.

Se liguem…

“Sou filho único, tenho minha casa pra olhar“, quando escutei essa frase pela primeira vez na música Trem das Onze de Adoniran Barbosa, percebi que se encaixava na minha vida.

“É do jeito que a vida quer, é desse jeito“, essa outra frase é do som de Benito Di Paula, que escutei em outro momento, mas que também se encaixou.

“A atitude do mal influencia a minoria boa”, Edi Rock, do Racionais Mc’s, parece que foi escrita hoje!

“O que eu quero? Sossego“, essa é de Tim Maia, e adivinha? Também se encaixou.

Tenho uma playlist que nomeei de “1900 e bolinha”, e nela tem músicas além dessas que citei. Tem Wilson Simonal, Bezerra da Silva, Almir Guineto, Cássia Eller, Raimundos, Los Hermanos e por aí vai…Como pode ver além de músicas antigas o que reina é a variação de estilos musicais!

Tenho outra playlist de 2000 até 2010, vou escrever alguns nomes das músicas e tentem adivinhar os artistas: “Na Sua Estante”, “Equalize”, “Vou deixar” e “Lugar ao Sol”.

Tenho 24 anos, acho que na época esses artistas deviam ter a idade que tenho agora.

Isso porque não falei das internacionais, tipo uma chamada “Black Anos 2000”, com Chris Brown, T-Pain, Alicia Keys, Usher, Ludacris e 50Cent.

Quando eu escutava todos esses artistas pensava que tinha nascido na época errada… Mas não!

Esse é um dos feitiços que a música tem, ela PERMEIA no tempo.

Ela deixa a primeira temporada de DARK no chinelo!

Se você não sabe exatamente o que é um buraco de minhoca nos termos científicos, fica tranquilo, é só você ouvir o mesmo som que escutava quando era um adolescente rebelde ou de algum período marcante da sua vida

Ela não só volta no tempo, ela faz ter saudade do que a gente ainda não viveu (salve Neymar!). Como acontece comigo quando ouço Wilson Simonal. O ano de lançamento de “Meu Limão, Meu Limoeiro” é 1966… Tem um vídeo em que ele canta em um especial da TV Record, fechei os olhos e só escutei, me senti parte da plateia, usando chapéu cuoco e com as roupas da época.

Fora as músicas de Bezerra da Silva que toda vez me sinto numa roda de samba, de regata e no calor do Rio de Janeiro.

Que não só a melodia e os sons se tornem indestrutíveis, mas principalmente as mensagens cantadas que fazem a gente acreditar na humanidade…

 

“Vai buscar um lugar

que possa ser feliz

Só se entregar por inteiro

E o resto pode fluir”

 

“Estacionamento do supermercado, uma mãe e uma filha num carro parado

Eu achei tão poético, parecia um filme do meu lado

A menina com a mão no volante a mãe segurando e ela se divertindo

Girando de um lado pro outro achando que tava dirigindo

Deve ser como Deus faz com nóis né?

Deixa a gente achar que tá no piloto

Nem que for um pouco, só meia horinha e no fim nós somo aquela menininha”

 

“Quem quer o mal pro outro

Quer o mal pra si

Quem não enxerga o outro

Não enxerga a si

E se você não consegue se sentir bem

Com a vitória do outro

O problema não está no outro, está em ti”

 

Respectivamente: Ser Feliz, Rael,2015 / Barras de ouro, Renan Inquérito,2018 / Ta na Veia, Fábio Brazza, 2020

 

Não só a música, mas todo tipo de arte é uma máquina do tempo que precisamos preservar.

 

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