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Lobo marinho encalhado em praia de Peruíbe passa a noite sem atendimento

Por Editoria B.F.

Todas as praias do litoral paulista têm o monitoramento costeiro feito por entidades e ongs responsáveis pelo recolhimento e cuidado de animais marinhos que se encontram em situação de risco.

As praias do litoral sul de São Paulo principalmente, é um ponto frequente de resgate de animais marinhos exóticos, ou seja, animais não residentes na região, sendo ponto de passagem na rota de migração destes animais.

Geralmente parte destes animais encontrados ora estão mortos, alguns por motivos da ingestão de lixo e poluentes encontrados nas praias e mares, ora em decorrência da pesca predatória ainda realizada nas praias e mares da região. Outra parte destes animais encontrados vivos estão feridos ou desorientados e precisando de ajuda competente para o devido resgate.

Na noite de quinta feira (13.08) por volta das 23 horas moradores do centro de Peruíbe notaram uma movimentação diferente na Praia do centro, o morador Kleber Dantas é colaborador da ong ECOMOV, estava passando no local e pode constatar. Ele nos informou que um lobo marinho estava encalhado na praia, cercado por moradores e transeuntes, gerando stress no animal podendo reagir bruscamente e até machucar alguém ali no momento. Entidades responsáveis foram avisadas.

Uma equipe do Instituto Biopesca esteve presente e cercou o local isolando o animal com uma fita, deixando o animal para recolher no dia seguinte.

Conforme fotos e vídeo a seguir, podemos constatar que o salvamento foi feito doze horas após o encontro e isolamento do animal.

 

A demora do resgate após a constatação pode ser fatal para o animal ali exposto, pois poderia morrer ali encalhado por vários motivos.

 

 

 

 

Questionado pela ong ECOMOV, O Instituto Biopesca respondeu que realiza a monitoria das praias somente no período da manhã e por isso o resgate só ocorreu 12 horas depois.

A ong ECOMOV juntamente com a sociedade civil irá levar o caso para a Defensoria Pública afim de que se garanta um programa de monitoria permanente 24hs ou um centro de tratamento de animais marinhos na cidade, garantindo assim conforto e mais logística para o próprio instituto Biopesca reslizar o seu trabalho, e para que casos como esse não ocorra mais nas praias monitoradas do litoral paulista.

 

Fotos e vídeo: Kleber Dantas
Fonte: Ecomov

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