Baixada Santista Cidade Cubatão

Usiminas-Cubatão anuncia demissão em massa

Sindicato  apura que até 900 podem ser dispenssdos e leva o caso ao Ministério Público e OIT

A direção da Usiminas comunicou, ontem (13), que iniciaria a partir desta quinta-feira (14) demissões em massa em sua unidade em Cubatão (SP). Segundo informações preliminares e não oficiais apuradas pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Baixada Santista, a dispensa pode atingir entre 40 e 60% do efetivo próprio – cerca de 900 trabalhadores. Até o fechamento deste texto nenhuma dispensa havia sido efetivada.

Anunciada unilateralmente e à revelia dos trabalhadores e Sindicato, a medida anunciada é mais um exemplo da forma como as grandes empresas vem atuando durante a pandemia da Covid-19: em vez de se preservar as vidas, o lucro. Só no ano passado a siderúrgica apresentou faturamento de R$ 14,94 bilhões.

Conforme denunciado em vídeo publicado pelo Sindicato, a decisão joga no lixo o longo e desgastante processo de negociação entre a entidade sindical e Usiminas para se chegar a um acordo sobre as medidas possíveis para minimizar os impactos da pandemia sobre a empresa e seus trabalhadores.

ASSISTA AQUI AO VÍDEO DO SINDICATO:

 

Mesmo diante de propostas como redução salarial e redução de jornada, os dirigentes sindicais mantiveram a abertura ao diálogo, buscando construir um acordo justo. O anúncio das demissões em massa rompe esta negociação. Neste sentido, o Sindicato já informou que não assinará nenhum acordo com a empresa.

O Sindicato dos Metalúrgicos está denunciando a conduta patronal ao Ministério Público e também à Organização Internacional do Trabalho (OIT). De uma só vez, a Usiminas desrespeita a representação sindical e joga 900 famílias à própria sorte em meio à uma crise humanitária e sanitária sem precedentes. É absurdo!

A Frente Sindical Classista da Baixada Santista repudia a medida anunciada pela Usiminas e se solidariza com a luta das trabalhadoras e trabalhadores metalúrgicos. Num momento em que as mortes e os impactos sociais da Covid-19 vitimam majoritariamente os trabalhadores e os mais pobres, a união e a solidariedade daqueles que produzem a riqueza do país é uma questão de sobrevivência.

Salvar vidas, não o lucro!

 

Fonte:  Sindicato dos Metalúrgicos da Baixada Santista

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