A decisão da CETESB foi divulgada hoje. O empreendimento impactaria Terras Indígenas e Unidades de Conservação na Mata Atlântica, em São Paulo.
A decisão da Cetesb é uma vitória para dos povos indígenas, organizações indigenistas e ambientalistas e da população da região que, desde o início de 2017, vinham denunciando as consequências negativas que a instalação do complexo traria para a região e a extrema rapidez do processo de licenciamento ambiental sem o necessário prazo para um debate amplo e participativo.
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Índios protestam contra a Termelétrica em audiência pública realizada na Alesp (Foto: Rede Brasil Atual) |
“Nhanderu que não permitiu que uma usina dessa grandeza viesse a prejudicar a Terra de seus filhos. Estou muito feliz. E agora sim, respirando aliviada”, afirmou Lenira Djatsy Oliveira, liderança da Terra Indígena Piaçaguera, uma das que seria impactada pelo empreendimento.
O EIA/Rima foi protocolado e quatro audiências públicas chegaram a ocorrer sem apresentação pela empresa do Estudo do Componente Indígena previsto pela legislação para avaliação dos impactos específicos para os povos indígenas. Após manifestação das lideranças da TI Piaçaguera e da Comissão Pró-Índio de São Paulo, a
Funai solicitou a Cetesb que nenhuma licença fosse concedida sem a prévia avaliação impactos.
fonte:: http.comissaoproindio.blogspot.com.br